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sábado, 23 de abril de 2011

A Presidenta Dilma Rousseff, o Governador Jaques Wagner e Frans Krajcberg agraciados em Ouro Preto-MG

A solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência é realizada todos os anos no dia 21 de abril, data em que o maior mártir da Inconfidência Mineira Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado em 1792. Este ano políticos, artistas e empresários receberam nesta quinta-feira (21) na praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), a comenda, considerada a mais alta e importante condecoração concedida pelo governo do Estado de Minas Gerais.

Durante a cerimônia que contou com a presença da Presidenta da República, Dilma Rousseff, oradora da solenidade e agraciada com o Grande Colar da Inconfidência, a presidenta foi a oradora e recebeu a honraria das mãos do governador Antonio Anastásia.

Fotos: Renata Rocha

A Presidenta Dlma Rousseff e o Governador de Minas Gerais Antônio Anastasia


A Medalha da Inconfidência é entregue anualmente desde 1952 a cidadãos que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil. O governador Jaques Wagner e o escultor Frans Krajcberg também foram contemplados com a comenda durante a cerimônia.

Assim que Frans recebeu a Medalha da Inconfidência, o Prefeito de Ouro Preto Ângelo Oswaldo apresentou a Presidenta Dilma Rousseff para Krajcberg e ele me disse que ela foi muito simpática. A recíproca foi verdadeira, ele que gostou de conhece-la e comentou que as palavras de admiração foram bonitas. O Prefeito foi feliz na atitude rompendo o protocolo.
Frans Krajcberg agraciado com a Medalha da Inconfidência

A Presidenta Dilma Rousseff sendo apresentada ao escultor Frans Krajcberg pelo Prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo


Frans Krajcberg com a Medalha da Inconfidência





terça-feira, 19 de abril de 2011

Fórum Empresarial de Comandatuba

A décima edição do Fórum Empresarial de Comandatuba idealizado pelo empresario João Doria Junior, que inclui o 4º Fórum de Governadores, terá como foco de discussões o tema “Uma nova realidade para o Brasil”, que inclui a abordagem de questões polêmicas como a reforma tributária, a qualidade da educação e a importância do esporte como inclusão social. O evento é promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e acontece entre os dias 21 a 24 de abril, no Hotel Transamérica, na Ilha de Comandatuba (BA). Este será o maior evento já realizado com participação especial da presidente da República, Dilma Rousseff, e do vice –presidente da República, Michel Temer.


Foto: reprodução
A Presidente antes vai participar da solenidade de agraciamentoserá no dia 21 de abril as 10 horas, na praça tiradentes em frente ao museu da inconfidência na Cidade de Ouro Preto, momento em que Governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, concederá uma medalha de honra da inconfidência ao escultor Frans Krajcberg.

O tema central será desenvolvido em dois dias de seminário. No dia 22, haverá a explanação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do economista Paulo Rabello de Castro, sobre o tema “Reforma Tributária: Mais equilíbrio e eficiência”. Ainda neste dia, o segundo painel com apresentação do ministro do Esporte, Orlando Silva, abordará “O Esporte como inclusão social e transformação urbana”.

Já no dia 23, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falará sobre a “Educação de qualidade para um país mais justo”. Os debates mobilizarão ministros, governadores, prefeitos das principais capitais, parlamentares, além de 320 empresários e artistas, totalizando 700 participantes.

Entre os debatedores estão Ivan Zurita, presidente da Nestlé; Roger Ingold, presidente da Accenture; Edson de Godoy Bueno, presidente do Conselho da Amilpar; Oswaldo Melantonio Filho, presidente da Edenred; David Barioni Neto, presidente do Grupo Facility; Tarek Farahat, presidente da Procter & Gamble; e Ricardo Loureiro, presidente do Serasa Experian.

Quem será homenageada pela terceira vez é a apresentadora Hebe Camargo. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pré-estréia em Salvador

Documentário sobre Krajcberg tem pré-estreia inédita em Salvador
Exibição da produção baiana integra comemorações dos 90 anos
 do artista e ativista Frans Krajcberg


Fotos: Djanira Chagas



O eco dos gritos do artista e ativista Frans Krajcberg em prol da natureza e do meio ambiente. Dessa forma, a jornalista e pesquisadora Renata Rocha define a proposta principal do documentário “O Grito Krajcberg”, que terá pré-estreia inédita em Salvador no dia 8 de abril, às 18h30, no Espaço Unibanco de Cinema Glauber, na Praça Castro Alves – Centro. Dirigido pela jornalista, o longa-metragem faz um relato da vida e obra do artista/ativista, remontando à sua trajetória voltada para a temática socioambiental. Será a primeira exibição do filme finalizado em vídeo, que está em fase de captação para realização do transfer para a versão em película, e deve integrar os circuitos de cinema de todo o país em breve.
Narrado pela cantora Maria Bethânia, a obra traz experiências de vida e depoimentos que ilustram a trajetória de Krajcberg. Com duração de 70 minutos, o documentário é uma produção independente da jornalista, que mergulha na história e nas visões do artista através de fotografias, depoimentos, testemunhos, registros de sua obra. Entre os nomes que testemunham sobre o artista no longa estão o governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner; a primeira dama do Estado, Fátima Mendonça; os artistas Emanoel Araujo, Chistiane Torloni, Victor Fasano, Justino Marinho, Anna Letycia, Carlos e Vergara entre outros. 
“O Grito Krajcberg é também o meu grito, um grito de independência, de liberdade. É o meu grito mais alto”, diz Renata Rocha ao referir à ‘ousadia’ de estrear oficialmente no cinema baiano com uma produção independente. “Fazer uma produção independente não é fácil, principalmente quando existe um mercado que oferece poucas oportunidades para quem está iniciando a carreira de documentarista. Muitos talentos estão surgindo, mas, infelizmente, poucos conseguem despontar no cenário da sétima arte”, completa a diretora.
Para a realização desta primeira etapa de produção, o documentário contou com o patrocínio do estaleiro Mac Laren Oil, além do apoio da Biscoito Fino, Governo do Estado da Bahia, IRDEB, Suzano Papel e Celulose, Prefeitura Municipal de Nova Viçosa, dentre outros.
Um diferencial de “O Grito Krajcberg” é a trilha sonora, assinada por Camilo Fróes e Jarbas Bittencourt, e criada a partir dos elementos captados durantes as gravações. No longa, é possível conferir barulhos do barco navegando, o canto dos pássaros, as ondas do mar, além de outras sonoridades que contribuíram para deixar a trilha bem original.
“Krajcberg não surgiu em minha vida por acaso, eu nasci outra vez”, explica a documentarista, que também atuou no filme ao lado de outros profissionais reconhecidos do mercado baiano; entre eles, o cineasta José Francisco Serafim, que é seu coautor no roteiro e na montagem; a editora Gilvânia Araújo; o diretor de arte Gerson Lemos; os diretores de fotografia, Kleyton Cintra e João Jasmim, dentre outros.
A pré-estreia vai acontecer em função da programação especial das festividades dos 90 anos do artista e será realizada para homenagear Krajcberg. A princípio a exibição será só para convidados, mas a jornalista já se organiza para realizar um segundo lançamento para um público maior. Krajcberg estará em Salvador especialmente para a ocasião.

Frans Krajcberg – Frans Krajcberg é artista plástico naturalizado brasileiro e reconhecido mundialmente pela força de sua obra; acumula vários títulos, honrarias e prêmios por sua postura ética e humanística diante dos problemas socioambientais. Kracjberg correu o mundo debatendo os sérios problemas que ameaçam a saúde do planeta, além de realizar centenas de exposições. A sua trajetória mostra a riqueza de um ativista que construiu uma história de vida única. Desde as suas experiências ao servir ao exército soviético durante a Segunda Guerra Mundial, época em que perdeu toda a família nos campos de concentração nazista, até chegar ao Brasil, em 1948, onde chegou a passar fome e dormir nas praças públicas do Rio de Janeiro.

Renata Rocha - Renata Rocha é produtora, pesquisadora, escritora e jornalista. É autora da biografia intitulada “A Pluralidade de Sérgio Mattos”, uma obra mais direcionada para a academia que aborda a importância de se resgatar a memória da comunicação brasileira destacando o perfil profissional do jornalista e também escritor Sérgio Mattos.  Além da produção e direção do documentário intitulado “O Grito Krajcberg”, a escritora organiza o livro do filme, uma versão impressa com depoimentos de Walter Salles, Maria Bethânia, Caetano Veloso e outros.
Engajada com a problemática ambiental, Renata Rocha elaborou todo planejamento de comunicação do Grito: Seminário Brasil Salva a Amazônia, um projeto idealizado por Frans Krajcberg em Nova Viçosa no extremo sul da Bahia. Atualmente está dirigindo o longa-metragem “Emanoel Sem Fronteiras” uma biografia do artista plástico baiano Emanoel Araujo. Este novo projeto também vai gerar um livro com a crítica genética do processo criativo do artista. Outra inserção no meio cinematográfico.

Pré-estreia de “O Grito Krajcberg”
Data: 8 de abril
Horário: 18h30
Local: Espaço Unibanco de Cinema Glauber (Praça Castro Alves)
Cannal Assessoria em Comunicação (71)3272-5024 / 9988-5313 
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Anna Letycia e sua arte da gravura!

Conheci Anna Letycia, no Rio ano passado, um doce, dona de um humor fora do sério. Conheci suas obras e conversei muito com a artista, a qual é amiga em comum de alguns artistas plásticos que conheço e admiro. Ela nasceu em Teresópolis, no Rio de Janeiro em 1929.
Foto: Krajcberg 

Estudou desenho e pintura na Associação Brasileira de Desenho do Rio de Janeiro, é uma gravadora, também foi aluna de Iberê Camargo, Osvaldo Goedi e Ivan Serpa. Na década de 50, passou a freqüentar o ateliê do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), coordenado por Edith Behring. Posteriormente passa a dar aulas no MAM/RJ entre 1960 e 1966. No Chile, foi professora de gravura na Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago, onde foi agraciada com o título de professora honoris causa em 1961.

Estive em Niterói recentemente e visitei o Museu do Ingá, lá tive a oportunidade de visitar uma exposição da artista, fiquei encantada com seu traço. Algom ligado ao equilíbrio, um movimento circular, uns caracóis – Um verdadeiro giro! Assim é a vida... Pesquisando identifiquei que Anna foi responsável pela instalação da Oficina de Gravura no Museu em 1977, onde permaneceu até 1998. Neste mesmo ano, a Editora da Universidade de São Paulo publica o livro intitulado Anna Letycia, de Angela Ancora da Luz. Além de idealizar e coordenar as oficinas também realizava atividades de cenografia e figurino.

“o que me encanta é a gravura. O artesanal, que depende inteiramente de você, da sua dedicação”. Diz a artista.  

Ao longo da trajetória artística, se dedicou à gravura em metal. Um processo que exige bastante técnica e equilíbrio. Com uma chapa de metal na parede, ela desenha, depois deposita a chapa nos ácidos para até ser corroída. Em seguida, ela pega a chapa toda roída, aplica uma tinta e copia. Ela domina bem...

A artista representou o Brasil duas vezes na Bienal de Veneza. Foi muito aclamada com suas gravuras na época. Hoje diz que não vive da arte, foi funcionária pública e faz sua arte por diversão, por pura paixão. É aquilo que costumam dizer, alguém com a verdadeira alma de artista. 

Fotos: reprodução







segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Poty deixou uma mensagem de esperança!

A mãe dele tinha um restaurante muito freqüentado por artistas e intelectuais na época, o que contribuiu para a maturidade artística do menino que mais tarde se tornara um artista conhecido mundialmente. O seu pai era ferroviário e perdeu um dos braços em um acidente. O nome da pessoa que tenho o prazer de lhes apresentar é Napoleon Potyguara Lazzarotto, nosso Poty, um artista visual brasileiro, curitibano, filho de pais italianos. Nasceu no dia 24 de março de 1924. Criança se interessa pelo desenho e já demonstra talento nas artes plásticas.
Ao perceber a sensibilidade de Poty com 18 anos de idade, o então governador do Paraná, Manoel Ribas, freqüentador do restaurante de sua mãe presentiou o jovem  com uma bolsa de estudos na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Posteriormente, o talento de Poty deu um salto em sua história, desta vez, o governo francês premiou o artista com uma bolsa na École Supérieure des Beaux-Arts, em Paris.

O pintor criou inúmeras serigrafias, gravuras, litografia e desenhos. A maioria das obras do artista ganhou amplitude se transformando em murais de concreto, vitrais, livros e painéis de azulejos monumentais.

Poty ficou reconhecido com o trabalho gráfico, o que contribuiu para inúmeras ilustrações de obras literárias realizadas por ele. Dentre seu projetos gráficos, destacam-se alguns: Euclides da Cunha, Jorge Amado, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Dinah Silveira de Queiroz, Mário Palmério, Alcântara Machado, Raquel de Queiroz, Dalton Trevisan, José de Alencar e outros escritores da época.

Participou de dezenas de Bienais e de mostras individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas nos anos 50 e ministrou diversos cursos em vários Estados do Brasil.

Criou alguns painéis situados em espaços públicos, situados na Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, na Praça 29 de Março, no saguão do Aeroporto Afonso Pena, na Torre da Telepar e na Praça 19 de Dezembro (Curitiba).

Em 1988, antes de morrer com um câncer no pulmão, chegou a realizar uma ilustração para um cartaz encomendado pelo Hospital de Clínicas, em Curitiba, cujo objetivo, era mobilizar a doação de órgãos. Antes de morrer, deixou uma mensagem de esperança. Poty partiu, mas deixou uma história viva. 
Fotos: reprodução
Painel de Poty Lazzarotto na Praça 19 de Dezembro em Curitiba

 Painel de Poty Lazzarotto na SANEPAR - Praça das Nações Serviço de abastecimento de água da cidade (1996 Curitiba-PR )

 Inaugurado em maio de 1996, painel cerâmico do mesmo artista: "Curitiba e sua Gente", com 500 m², costura a paisagem do Setor Histórico com a identidade de seu povo.

Poty Lazarotto no Centro Histórico 


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Miró um legado de uma arte Naif!

Joan Miró i Ferrà foi um dos maiores expoentes do pintores surrealistas no mundo, nasceu na capital catalã no dia 20 de abril de 1893, muito cedo começou a freqüentar a Escola de Belas Artes de Barcelona, a segunda maior cidade da Espanha após Madrid.  Em 1919 depois de concluir os estudos, como a maioria dos grandes artistas e mais atuantes na época, segue rumo a Paris, onde começou a ter contato profundo com o modernismo, era momento de se aproximar do fauvismo e dadaísmo. Conquistou a amizade de vários artistas surrealistas nos anos 20, entre eles André Breton.
Entre 1924-25 pintou Maternidade e O Carnaval de Arlequim criando uma linguagem simbólica  que no faz mergulhar numa art naïf (criação espontânea e ingênua), sem nos levar necessariamente ao profundo diálogo com o surrealismo, embora nesta mesma época tenha realizado sua primeira exposição surrealista. Só em 1944 começou a criar cerâmica e escultura. No dia 25 de dezembro de 1983 Miró morre e nos deixa um legado de uma bela fantasia Naif. 
O Carnaval de Arlequim
 Maternidade
 Guarden 
 O'Neill

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cândido Portinari um Italo-paulistano!

Brodowski, situada no interior de São Paulo é o nome da cidadezinha que o pintor Cândido Torquato Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903. Filho de pais italianos, desde criança Portinari denotava inclinação para as artes plásticas, o que foi se aprimorando até a consagração como pintor internacional. Na adolescência, aos 14 anos começa a trabalhar na restauração de igrejas com alguns escultores e pintores italianos, aos 15 anos segue para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes, nessa época ganha destaque e atrai olhares da imprensa e dos professores.
Com 20 anos de idade o pintor já havia conquistado a independência artística, rompia as barreiras das artes, despontava no cenário nacional, realizava inúmeras exposições, ganhou vários prêmios e recebeu elogios da crítica na época que publicava artigos em jornais e revistas. Entre os prêmios a medalha de ouro do Salão da ENBA - Escola Nacional de Belas Artes. Conquistou a medalha de ouro e uma viagem para a Europa, frutos da criação de uma tela com elementos acadêmicos tradicionais. Com a conquista chega a Paris e vive dois anos na capital francesa, período de profundo crescimento e amadurecimento intelectual. Conheceu Van Dongen, Othon Friesz e a uruguaian Maria Martinelli com quem se casou. Martinelli passou a atuar como marchand para que Portinari pudesse dedicar-se à pintura.
Em 1950 o artista apresentou problemas de saúde, quatro anos depois Portinari sofreu intoxicação com chumbo, substancia das tintas que utilizava para pintar. Contrariando os médicos, o pintor não se afasta das tintas e começa a trabalhar impulsivamente para expor em alguns países contribuindo para piorar sua convalescência e chegar a morte. As tintas que o consagraram lhe distanciavam deste mundo no dia 06 de fevereiro de 1962. 
O Lavrador, 1939

Meninos de Pipa 

Discovery Of The Land