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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A arte de Leda Catunda

A artista paulistana Leda Catunda, graduada em artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), entre 1980 e 1984, ganhou visibilidade nos anos 80 e tornou-se marco sendo considerada uma das maiores revelações que surgiram na “Geração 80” quando teve seus primeiros contatos com a arte conceitual e criou suas primeiras litografias. Hoje reconhecida como pintora, escultora, artista gráfica e educadora, dedica a vida a sua arte descortinando os limites entre a pintura e o objeto. 


 A renomada crítica de arte Aracy Amaral, então diretora do do Museu de Arte Contemporânea da USP ajudou Catunga em seus primeiro passos na carreira através da exposição Pintura como meio, ocorrida em 1983 que além do trabalho de leda divulgou outros talentos na época, entre eles: Sérgio Romagnolo com quem foi casada, Ana Maria Tavares, Ciro Cozzolino e Sergio Niculitchef,. Aracy divulgou a obra da artista que até hoje mantém viva sua vida arte surpreendendo o público a cada dia com obras inovadoras. Dentre as mostras mais marcantes, destaca-se a exposição Como Vai Você, Geração 80?, que aconteceu na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1984, época que ganhou fama nacional ao chamar atenção com uma mostra que reunia capas de vários jornais e revistas chamando atenção dos críticos por conta da provocação e debate que sua obra assumia.


 Foto: reprodução 





Imagens: reprodução



terça-feira, 8 de maio de 2012

O Olhar Cotidiano de Justino Marinho



A Caixa Cultural apresenta ao público no dia 22 de maio a exposição “O Olhar Cotidiano de Justino Marinho”, uma exposição que promete


Foto: Adenor Gondim 
 
A mostra reúne 34 obras do artista visual, curador e crítico de arte Justino Marinho, que depois de 6  anos sem expor na Bahia, vai surpreender os visitantes com trabalhos que começou a criar em 1992, época que fazia parte da equipe de implantação dos Salões Regionais de Artes Plásticas da Bahia e atuava como curador. “Esta exposição começou a ser construída de forma despretensiosa e não intencional”, completa. 
Justino Nasceu em Salvador, Bahia. É um dos artistas que muito contribuiu para difundir os novos artistas baianos e continua colaborando com os talentos que vem surgindo em suas andanças pelo Brasil. Realizou exposições no Brasil e no exterior, recebeu prêmios nacionais e internacionais, entre eles “XX Prêmio Internacional de Dibuix Joan Miró”, na Fundação Joan Miró, em Barcelona na Espanha.
Não se trata de uma retrospectiva nem de uma mostra linear, seguindo um determinado caminho teórico, sobre um assunto pré-estabelecido. A mostra traz releituras de imagens que chamaram a atenção do artista em determinados momentos. Exemplos como desenhos em muros, manchas em paredes, figuras publicadas em revistas e jornais ou apenas a união de cores e traços gestuais foram fragmentos inspiraram Justino que presenteia o público com seus desenhos (técnica mista) e Pinturas, resultados de um olhar que mergulhou nos pequenos detalhes doa cotidiano. São exercícios de combinações de imagens, de imagens justapostas, refletidas, invertidas, misturadas dentre outras.
As obras mais recentes foram criadas com superposições de imagens, transparências e recortes, fazem parte de um caminho que certamente terá um desdobramento, alcançando maiores dimensões e soluções diversas. Para Justino Marinho, trata-se de um resultado satisfatório treinado nos bons tempos que realizou com outros artistas, oficinas em inúmeras cidades do interior, na periferia de Salvador e no Museu de Arte Moderna da Bahia, estas últimas para professores de arte educação.
“De alguns riscos na porta do elevador de um prédio residencial, fiz um dos meus cotidianos. De uma antiga foto de halterofilista, tirada em uma cela da velha cadeia na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, fiz outro e assim por diante. É claro que em cada cotidiano existe espaço para que cada um possa fazer a sua interpretação ou sua própria viagem”. Relata o artista. 

Serviço:
Local: Caixa Cultural (Rua Carlos Gomes, 57, Centro). Tel: (71) 3421-4200
Abertura: 22 de maio, das 19 às 22h
Temporada: De 22/05 a 8/07 
Visitação: De terça
a domingo das 9 às 18h


Fotos: Adenor Gondim 















quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um ano do Alô Alô Bahia no Club Ego!


Contagem regressiva para a grande balada do ano, o aniversário do site Alô Alô Bahia, um olhar atento sobre as curiosidades e últimos acontecimentos marcantes da capital baiana.  A primeira sexta-feira de maio, dia 04 já tem destino certo na agenda das figuras mais bacanas e antenadas da cidade.

O motivo é que o publicitário e empreendedor Rafael Freitas vai comemorar o primeiro aniversário de seu site, Alô Alô Bahia, com uma balada dançante no Club Ego. A grande sacada do publicitário foi convocar alguns importantes nomes da sociedade baiana como embaixadores do evento: Carlos Rodeiro, Kiko Silva, Carol Lisboa, Pedro Valente, Priscila Mendonça, Rodrigo Palhares e Isabella e Marcela Brandalize ficaram responsáveis por organizar a lista de convidados. Promete ferver!

Foto: André Carvalho. 


terça-feira, 17 de abril de 2012

O Imaginário do Rei

Para celebrar o centenário do sanfoneiro Luiz Gonzaga, será aberta, no dia 24 de abril (terça-feira), às 19 horas, no Palacete das Artes Rodin Bahia, a exposição “O Imaginário do Rei”, com obras de arte, fotos, filmes, livros e CDs que retomam a vida e obra de Gonzagão, como o músico era conhecido.




Com curadoria de Bené Fonteles, a mostra ainda traz xilogravuras de João Pedro do Juazeiro, José Lourenço, Elias Santos e Arievaldo Viana; fotos de Christian Cravo, Adenor Godim, Gustavo Moura, Vivente Sampaio; e esculturas de Frank Castro, Cícero Arraes, Demóstenes e Salete Diniz.

Embora tenha nascido no sertão de Pernambuco, em 1912, Luiz Gonzaga influenciou o som realizado em todo Brasil. Na Bahia, em particular, lembra Bené Fonteles, “a presença de Luiz Gonzaga é primordial na obra compositiva de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom zé e na força das vozes de Gal Costa, Xangai e Maria Bethânia”.

“O Imaginário do Rei” fica em cartaz até o dia 10 de junho, com visitação de terça a domingo, sempre das 10h às 18h.

Obras de arte, fotos, filmes, livros relebram Luiz Gonzaga

em “O Imaginário do Rei”

segunda-feira, 26 de março de 2012

Nildão lança novo livro no Rio Vermelho

O cartunista e designer Nildão promove big festa para lançar "Alegria Passa-e-Fica"", seu décimo quinto livro. Será dia 29 de março, quinta-feira, a partir das 21 horas no Bar Santa Maria, próximo a Dinha, no Rio Vermelho. A animação fica por conta de DJ Roger N' Roll & Dj Rafabela e o ingresso custa 30 reais e dá direito a um exemplar do livro.
O novo trabalho em formato compacto e de capa dura possui uma abordagem inusitada sobre as cidades brasileiras. Já na apresentação o autor nos dá pistas sobre a criação desse novo livro: "descobri o mapa da mina quando avistei as 5.565 cidades brasileiras. Uau! Garimpei nomes, comparei sotaques, avancei fronteiras na busca frenética da cartografia poética do meu eu Interior."
"Alegria Passa-e-Fica" faz um contraponto bem humorado com os nomes de 316 cidades brasileira. A brincadeira já começa no jogo de palavras do titulo da obra: Alegria fica no Rio Grande do Sul e Passa-e-Fica situa-se no Rio Grande do Norte. Sem acrescentar uma palavra sequer e se valendo apenas dos nomes originais das cidades Nildão criou um vasto e instigante mosaico brasileiro.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Assis Valente, orgulho para o "Samba"

Santamarense por escolha, José de Assis Valente nasceu na cidade baiana de Pateoba, no dia 19 de março de 1911, pelo menos é o que consta na certidão de casamento. Assis sempre disse que Santo Amaro era sua terra natal. Criado por uma família que o tirou dos pais, viveu em Santo Amaro, passou dificuldades desde criança. Tratado como empregado, mudou-se para a capital baiana onde estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e se especializou em próteses dentárias, área profissional que atuou até o fim da vida. 

Dono de uma sensibilidade aguçada e extremo bom gosto, Assis Valente declamava Castro Alves e Guerra Junqueiro, poetas admirados por ele. No ano de 1927, mudou-se para a cidade “maravilhoso”. No Rio de janeiro conseguiu emprego como protético e juntou dinheiro até consegui o suficiente para publicar alguns de seus desenhos. Predestinado a fazer história na arte, em 1930, incentivado por Heitor do Prazeres, compõe seus sambas, o primeiro deles intitulado "Tem Francesa no Morro", gravado pela cantora Aracy Cortes.  Mas o sucesso explodiu mesmo na voz de Carmem Miranda. Pois desde a primeira vez que Assis assistiu a um show da cantora, não sossegou enquanto não se aproximou e entregou a ela a canção "Good Bye, Boy", um marco na história do compositor e sua parceria com Carmem Miranda que gravou na mesma época "Etc", "Tão Grande, Tão Bobo", "Lulu", "Sapateia no Chão", "Minha Embaixada Chegou", "Recadinho de Papai Noel", "Por Causa de Você, Ioiô", dentre outras que somam um total de 25 músicas na voz de Carmen. 


Nos anos 40, o compositor volta a compor para a cantora, recém chegada dos Estados Unidos ao receber a canção “Brasil Pandeiro”, composta especialmente, disse ao parceiro: "Assis, isso não presta. Você ficou borocoxô." Triste com a maneira que a cantora o tratou, segue e a composição ganha repercussão tardia com regravação de “Anjos do Inferno”. Em 1972, por sugestão do guru João Gilberto, “Brasil Pandeiro” ganha nova interpretação pelo grupo dos “Novos Baianos”, mas já havia partido. 


Em 1941, mesmo ano que se casou com Nadili da Silva Santos, se jogou do corcovado e para alegria do povo brasileiro, tentativa de suicídio não funcionou e sua sobrevivência  lhe rendeu um novo sucesso "Fez Bobagem", mais um samba de sucesso. Nos anos 50, fez “Boneca de Pano”, sua última canção gravada pelo grupo Quatro Ases e Um Coringa. Já não era mais lembrado, caia no ostracismo absoluto. Mesmo assim, em 1956, a cantora Marlene tentou fazer um resgate das canções do compositor com o disco "Marlene Apresenta Sucessos de Assis Valente".Aos 50 anos para tristeza de todos, o plano de tirar a própria vida aconteceu e o povo Brasileiro perdeu um dos maiores compositores deste país envenenado por escolha própria... 

Aurora Miranda, Moreira da Silva, Francisco Alves, Bando da Lua, Elza Cabral, Irmãs Pagãs, Almirante, Mário Reis, Sônia Carvalho, Orlando Silva e Carlos Galhardo também incluíram Valente em seus repertórios. O primeiro cantor a gravar a música natalina "Boas Festas" foi Carlos Galhardo, hoje em dia uma canção popularizada no Brasil, muito conhecida  pelo trecho que diz: "Eu pensei que fosse filho de Papai Noel". Assis Valente chegou a compor um total de 153 músicas, entre elas, clássicos que marcaram e continuam marcando momentos da vida de muitos de nós brasileiros, como "Cai, Cai Balão" e "Camisa Listrada". 

Saiba mais a seguir: 
Homenagem ao centenário de Assis Valente
TV Brasil - 30 de dezembro 22:30h
 Trailer

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

COROA DE OURO DE JHÔ VIRA MOSTRA

Texto de Vlady Alves

Há alguns anos a Hair Designer Afro - Negra Jhô, vem encanto a todo o país com o seu estilo incomum e super fashion pelas ruas de Salvador e pelos quatros cantos do Brasil, além de carregar em seu Orí uma COROA rica em cultura de raízes diversas, mais com um cunho determinante de raízes africanas. A mesma, tem um imenso prazer de presentear a todos nós baianos no mês da Consciência Negra com uma mostra dos seus turbantes estilizados no dia 25 de novembro - Dia Nacional das Baianas, o bacana mesmo, é que ela irá criar quatro turbantes pra lá de super especiais: O turbante Carlinhos Brown em homenagem a sua amizade com a Negra Jhô, e por ser também o aniversariante do mês, o Turbante Afro Jhow em homenagem ao filho/músico que vem se destacando no cenário musical da Bahia, o turbante Mulher Olodum em homenagem as mulheres que fazem da música a sua arte e sobrevivência e o turbante Erykah Badu que aos 7 anos, compôs a primeira canção no piano de seu avô, demonstrando o quanto a família é a base da formação de um ser, e a mesma tem marca registrada em suas canções, influencias do Hip Hop e R&B dos anos 60 e 70, não deixando de ser notada pelo seu estilo pra lá de exótica.

O Coquetel de abertura da Exposição Coroa de Ouro promete causar um maior frisson, até mesmo porque irá reunir nomes pra lá de badalados no cenário baiano. E é claro que você é um de nossos convidados pra lá de especiais.



Fonte: release


Vlady Alves
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